domingo, 5 de junho de 2016

Entrevista com a Escritora Ana Rapha Nunes


Açaí na Panela:  Primeiramente, é um enorme prazer realizar esta entrevista contigo. Muito obrigado por aceitar o convite e prestigiar o Blog com os seus trabalhos.

Ana Rapha Nunes:  O prazer é meu, fico muito feliz e grata por esta oportunidade.

Açaí na Panela:  Então vamos começar a entrevista. Quem é Ana Rapha Nunes? O que ela faz? Poderia nos dizer um pouco sobre você, para que nosso leitores possa te conhecer um pouco?

Ana Rapha Nunes: Bem, eu sou uma pessoa apaixonada por livros desde criança. Nasci no Rio de Janeiro, mas vim para Curitiba muito pequena. Cursei Letras e me tornei professora de Língua Portuguesa, há mais de dez anos leciono essa disciplina em colégios e faculdades. Em 2015, lancei o meu primeiro livro, A Lua que eu te dei, a realização de um sonho de toda a vida. Além de livros, adoro viajar, assistir a um bom filme, sair com os amigos, ir ao teatro, e por aí vai.

Açaí na Panela:  Quando surgiu o seu interesse pela leitura e pela escrita?

Ana Rapha Nunes: Desde muito pequena. Meus pais tinham o hábito de ler histórias para mim antes de eu dormir. Assim, quando aprendi a ler, já era apaixonada por livros. A escrita acabou sendo consequência, pois de tanto ouvir e ler histórias, quis escrever as minhas próprias histórias.

Açaí na Panela:  Qual suas expectativas quanto escritora?

Ana Rapha Nunes: Estou apaixonada por esse novo universo. Escrever e ser lida é fantástico. Quero seguir escrevendo muito e que minhas obras cheguem a mais leitores, dos mais diversificados lugares.

Açaí na Panela: “A Lua que eu te dei” é uma expressão linda e repleta de sentidos.  Quando nasceu o desejo de escrever essa linda estória intitulada “A Lua que eu te dei”?

Ana Rapha Nunes: Foi em meados de 2015. Já havia terminado outra história e buscava algo para escrever que mexesse comigo. Foi numa noite de Lua cheia que a inspiração surgiu. E assim nasceu a história de Luan e Bebel...

Açaí na Panela: Seu livro fala de amizade, amor... Poderia nos contar um pouco do seu primeiro livro?

Ana Rapha Nunes: É a história de dois amigos desde os tempos das fraldas, Bebel e Luan. Ambos são inseparáveis, vão descobrindo o mundo juntos. Mas quando Bebel está prestes a completar 10 anos, ela começa a mudar. Não quer andar mais com Luan, prefere os novos amigos que acabara de fazer. E Luan fica triste, chateado, mas determinado a mostrar para ela que ele é o seu melhor amigo. Para isso, ele é capaz de tudo, até mesmo de dar a Lua para ela... É uma história sobre a infância, a valorização das amizades e os valores que vamos construindo nesse período da vida.

Açaí na Panela: Dizem que os escritores (as) deixam muito de si em seus personagens. Será que há um pouco da vida da escrito Ana Rapha Nunes em algum dos personagens do livro a “Lua que eu te dei”?

Ana Rapha Nunes: Certamente sim. Não há nenhum personagem com o qual eu me identifico diretamente, mas vejo que deixo um pouco de mim em todos eles. Alguns pensamentos, alguns hábitos, alguns sentimentos...

Açaí na Panela: Quanto tempo levou a criação da estória e a conclusão do livro?

Ana Rapha Nunes: O tempo de criação foi, em média, 3 meses. Mas a conclusão do livro, incluindo ilustrações, diagramação, revisão, foi mais tempo. Uns 7 meses ao total.

Açaí na Panela: Sei que você é Professora também. Qual sua opinião quanto ao ensino da Escrita Criativa na educação básica?

Ana Rapha Nunes: Vejo que se valoriza pouco a escrita criativa. Em sala de aula, ainda hoje, se prioriza mais a gramática e os conteúdos voltados ao vestibular. A imaginação e a criatividade ficam mais restritas aos primeiros anos da educação, depois se deixa muito de lado esses elementos, o que certamente deveria ser mais valorizado. Em sala, eu sempre busco inovar e valorizar a criatividade dos alunos, utilizando elementos lúdicos para isso.

Açaí na Panela: Acredito que teu livro é um enorme presente para nossa literatura. Como pode os leitores do blog adquirir um exemplar? “A Lua Que Eu Te Dei” está disponível nas livrarias?

Ana Rapha Nunes: Agradeço pelo carinho, meu objetivo é contribuir de alguma maneira para a formação de nossas crianças e jovens, acho que a leitura tem um grande papel nisso. Então, é possível adquirir pelo site da editora (http://www.editoraappris.com.br/produto/a-lua-que-eu-te-dei), ou pelo site as Livrarias Curitiba (http://www.livrariascuritiba.com.br/lua-que-eu-te-dei-a-appris-lv395905/p) ou ainda pelo meu Facebook (Ana Rapha Nunes), envio para o Brasil todo um exemplar autografado. Quem mora em Curitiba (PR), pode ir diretamente às Livrarias Curitiba e adquirir um exemplar em uma das lojas da cidade.

Açaí na Panela: Ana, muito obrigado pela entrevista. Um grande abraço. Desejamos lhe muito sucesso. Gostaria de dizer mais alguma coisa para encerrarmos nossa entrevista?

Ana Rapha Nunes: Gostaria de agradecer a oportunidade mais uma vez e, também, de enfatizar a importância da leitura. Leiam sempre, leiam muito, leiam tudo. Ler é fundamental para o ser humano, faz bem ao cérebro e ao coração. Um grande beijo para todos!


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Jesus: O Novo Mundo e o Novo Homem

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domingo, 29 de maio de 2016

Release Ana Rapha Nunes



Ana Rapha Nunes vem ganhando força no cenário literário local. A escritora voltada ao público infanto-juvenil vem conquistando leitores e divulgando seu trabalho na mídia.

A escritora colocou no mercado o livro infanto-juvenil A Lua Que Eu Te Dei, pela editora Appris. A obra traz a história de uma bela amizade de infância. Luan e Bebel são amigos desde o tempo das fraldas, não se desgrudam. Mas, com o passar do tempo, as coisas começam a mudar. Bebel vai crescendo e deixando de lado o seu melhor amigo, aquele que sempre esteve ao seu lado, nos momentos de alegria e de angústia. Mas Luan não irá se conformar com o fim dessa amizade, e fará de tudo para provar o seu sentimento por Bebel, até mesmo dar a Lua de presente para ela. Assim, a história traz um pouco das recordações da infância e dos valores cultivados nessa época da vida, tão importantes para a nossa formação. Nesse sentido, é uma leitura muito apreciada também por adultos, que gostam de reviver os bons momentos juvenis.

Em maio, a escritora estará lançando a obra infanto-juvenil Mariana, pela editora Inverso, a qual é uma história ambientada na cidade de Mariana, Minas Gerais, que conta a tragédia ocorrida em novembro de 2015, pelos olhos de uma menina de doze anos, também chamada Mariana.

A autora vem ganhando destaque nas redes sociais e nos eventos locais, sempre participando de palestras e bate-papos literários, em escolas e empresas, divulgando a importância da leitura, o que também trabalha incessantemente em sala de aula, visto que é professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e de cursos de graduação.

Ana Rapha é membro integrante da AEILIJ, vem participando de várias entrevistas nos meios de comunicação, além de o seu livro ser alvo de resenhas feitas por blogueiros de todo o país. A autora esteve recentemente na Feira do livro de Joinville.

Para adquirir o livro, basta apenas acessar o site da editora Appris (http://www.editoraappris.com.br/produto/a-lua-que-eu-te-dei), ou o site das Livrarias Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/p/a-lua-que-eu-te-dei-46089500). Também é possível adquiri-lo nas Livrarias Curitiba ou ainda pelo Facebook da autora (escritora Ana RaphaNunes), se quiser um exemplar autografado, faz envio para todo o país.


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domingo, 3 de abril de 2016

SERÁ QUE HÁ?


Representatividade política, será que há?

Vou generalizar:
No Brasil
Nenhum partido político
Representa o Povo.
Muita ingenuidade
Foi aquela de imaginar
Que uma representatividade
Iria se dá em nossa ‘Pátria (des) Educadora’

No Brasil
Nenhum partido político
Representa o Povo
Ingenuidade minha
Imaginar que representaria os Trabalhadores

Além do mais
O Povo só é considerado
Em períodos eleitorais e
Em alguns momentos de manobra política
Com a utilização da famosa ‘Massa’

Então, Como eu disse acima
Generalizei: na Democracia brasileira
O Povo não são politicamente
Representados!

Pronto, falei (ou melhor, escrevi)


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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

+ Músicas "Securares" edificantes



Disponível no Podcast Irmãos.com. 

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domingo, 1 de novembro de 2015

Como ser cristão sem ser religioso

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domingo, 11 de outubro de 2015

O Deus Bailarino

Por Ed Rene Kivitz 



 O que acreditamos a respeito de uma coisa determina a maneira como nos relacionamos com ela. Eu, por exemplo, gosto de brincar com cachorros, mas se percebo que um cachorro é bravo, fico longe dele. Nos cachorros brincalhões dou até tapa. Assim é também com o mundo. Antigamente, acreditava-se que o mundo era uma estrutura hierarquizada, sempre do mais complexo ou poderoso para o mais simples ou fraco, sendo que Deus ocupava o topo da pirâmide. O imaginário das pessoas era construído a partir das relações entre reis e súditos, senhores e escravos, generais e soldados, e assim por diante. Cada um tinha um papel, que quase todo mundo respeitava, pelo menos por medo. Naquela época, a Igreja tinha autoridade, e quem não concordava com o que ela dizia morria na fogueira - mesmo que essa Igreja dissesse que índios e escravos não tinham alma e que o sol girava ao redor da Terra. 


 Quem acredita numa realidade estruturada a partir de autoridade e poder acha que a fé em Deus resolve tudo; afinal de contas, “agindo Deus, quem impedirá?”. Basta orar com fé e esperar a cura, a prosperidade, a volta do marido, enfim, a solução de qualquer problema. Deus manda, o resto obedece. Tudo quanto se tem a fazer é aprender os truques para fazer Deus mandar exatamente o que a gente quer que ele mande. Surgem então as correntes de fé e as ofertas compensadoras da falta de fé, e, principalmente, os gurus que sabem manipular Deus em favor de quem paga bem. Feitiçaria pura. Copérnico, Galileu, Newton, Einstein e sua teorias científicas fizeram com que o mundo passasse a ser visto como uma máquina, ou como um relógio, sendo Deus o relojoeiro. 

Neste mundo-máquina, tudo pode ser decodificado, explicado e controlado. As coisas funcionam em relações de causa e efeito previsíveis, como por exemplo as estações do ano, as fases da lua, os movimentos das marés, a órbita dos planetas e os eclipses solares. No dia-a-dia, estas relações também são previsíveis: a partir de informações sobre massa, força, aceleração e direção, sabemos calcular em quanto tempo o carro vai se chocar contra o poste, ou qual bolinha vai acertar a amarela e qual delas vai cair na caçapa. No mundo-máquina é possível também consertar quase tudo. 

Quando seu microondas pára de funcionar, basta chamar um técnico e ele vai dizer qual peça deverá ser substituída. O problema é que quem acredita que o mundo funciona assim acaba extrapolando isso para todas as suas relações: o casamento quebrou? Seu filho está dando trabalho? A vida não está funcionando? Então, basta chamar o especialista. Quase tudo tem conserto e pode voltar a funcionar como antes. Sendo verdadeiro que as relações de causa e efeito obedecem precisão matemática, basta apertar o botão certo que os fatos se encaixam e as coisas acontecem. Quer evitar problemas na família? Quer garantir uma boa carreira profissional? quem impressionar aquela loira? Então, basta fazer o curso certo, encontrar o método indicado, seguir as regras apropriadas. Logo, “A” sempre conduz a “B”. Caso você faça “A” e o resultado não seja “B”, então você pensa que fez “A”, mas não fez. O mundo-máquina é assim: tudo sempre funciona direitinho – você é que nem sempre funciona.

 Mais recentemente apareceram no cenário algumas teorias elaboradas a partir de outras percepções das ciências, como a física e a biologia. Na mecânica quântica, os movimentos não são tão previsíveis quanto na mecânica newtoniana. Então, o mundo já não é uma hierarquia nem uma máquina, mas um organismo vivo. As palavras mais adequadas para descrever a realidade são “teia”, “rede”, “arena”, e até mesmo “dança”. 

A realidade é complexa e os fenômenos naturais e sociais não são previsíveis nem manipuláveis. As pessoas são singulares. Para cada dez pessoas vivendo a mesma situação, você encontra dez reações diferentes. Os relacionamentos também são singulares. Dez casais que ganham um filho reagem de dez maneiras diferentes. Seres vivos não são padronizáveis. Não obedecem relações exatas de causa e efeito. Seres vivos não são coisas. E a vida não é exata. Navegar é preciso; viver não é preciso, disse Fernando Pessoa. 

 Quem acredita no mundo como um ser vivo onde cada ser e cada relação é singular, não consegue se submeter a esquemas, não tem a pretensão de gerenciar pessoas, não confia em métodos e nem se impressiona com números, estatísticas e probabilidades. Prefere outros caminhos. Escolhe o caminho da intimidade com o próximo; encanta-se com o mistério do sagrado; maravilha-se com a diversidade; presta atenção no jovem em conflito; ouve os dramas do homem que não pára em emprego; fica em silêncio diante da dor; e se ajoelha para orar antes de dar um passo sequer em qualquer direção. Esses não se dão muito bem com o Deus-general, ou o Deus-relojoeiro. Curtem mais o Deus-bailarino.


 

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