sábado, 7 de julho de 2018

RITA LOBO

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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

ATÉ QUE TENHAMOS ROSTOS



Até Que Tenhamos Rostos, publicado em 1956, reconta o mito do Cupido e Psique. Como o próprio Lewis afirma, essa obra se trata de sua versão pessoal acerca do mito grego, e na qual, ele optou por recontar a estória por através de Orual, irmã mais velha de Psique. Ainda, nessa versão pessoal de C.S. Lewis, o autor optou também em fazer com que o palácio de Psique fosse invisível aos olhos das pessoas normais e mortais.

Como leitor, registro aqui a primeira intertextualidade que notei:
“Eis o meu segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos. Os homens esqueceram essa verdade [...]” (O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry).

Acredito também que há possíveis intertextualidade com a Bíblia, pois as Obras de Jack (C.S. Lewis) são repletas de referências bíblicas e literárias (Lewis era Professor de Literatura em Oxford e Cambridge).

Ainda, sobre o conceito de invisível, podemos destacar Colossenses 1:15 e 1 Timóteo 1:17. Nesses versos, há uma clara característica de Deus – o Deus Invisível.

Ressalto que o presente texto, não se trata de uma análise crítica da Obra Até Que Tenhamos Rostos; mas sim, apenas as impressões e possíveis intertextualidade observada por um mero leitor.

Em resumo, o Romance reconta o mito grego. A narradora é Orual, filha de trom, Rei de Glome. O Rei tem três filhas: Orual (a mais velha e a mais feia), Redival e a caçula, Istra (Psique  - a mais bela de todas). Ao decorrer da narrativa, após a morte do Rei, Orual se torna a Rainha de Glome. E durante toda a sua vida, nossa narradora (digo nossa, pois como leitor, somos levados a criar laços de afeto e identificação com a personagem) realiza feitos que vão contra os costumes sociais do seu tempo. Realiza feitos que socialmente “são dignos de serem realizados por homens”. Nos dias atuais, podemos afirmar que a narrativa decorre sobre o empoderamento da Mulher e desmistificação do “gênero frágil”.

Sinceramente, a narrativa é belíssima. Diferente de As Crônicas de Nárnia, A presente obra é um Romance Adulto, repleto de amor & devoração, inveja, sofrimento, angustia, alto conhecimento, justiça, dor, superação, relação entre terreno e divino, beleza & feiura, etc.

Acredito que este Romance apresenta uma direta relação ao Livro de Jó, pois a obra inicia-se com a narradora apresentando suas queixas contra os deuses, em especial ao deus que vive na montanha cinzenta.

Como disse a própria narradora, ela escreveu esse livro (algo que ninguém teria coragem de escrever), pois ela está livre do medo dos deuses, pois não tem mais nada a temer em relação à fúria dos deuses. Assim, como Jó, na narrativa bíblica, quando chegou ao fundo do poço e não lhe restava mais nada, ele (Jó) realizou discursos direcionada a Divindade, e próximo do fim da narrativa do Livro de Jó, o SENHOR vem lhe responder. Vem trazer a resposta. 

Já no Romance Até Que Tenhamos Rostos, Orual afirma que terminou o seu livro (acusações e queixas contra os deuses) sem resposta, pois ela esperava que os deuses iriam se defender das acusações. Contudo próximo ao seu fim terreno, a narradora afirma que “Sei agora, Senhor, por que não deste nenhuma resposta. Tu és a própria resposta. Diante do teu rosto, as perguntas desaparecem. [...]”

A escolha do nome do romance Até Que Tenhamos Rostos foi realmente uma excelente sacada do autor. E essa ideia de que os deuses não falam conosco, em virtude, de ainda não termos rostos, conforme consta no capitulo 25. O que vai de encontro com a ideia bíblica de não conhecemos a Deus, mas um dia estaremos face a face, e o que era desconhecido nos será conhecido. 

Por falar em capitulo, a obra é composta por 25 (vinte e cinco) capítulos, dividido em 02 (duas) partes. A Primeira Parte é composta por 21 (vinte e um) capítulos, e a Segunda Parte por 04 (quatro) capítulos. A narradora encerra sua jornada terrena sem poder reescrever o seu livro, e deixa o livro com o paragrafo "final" incompleto: “[...] Eu te odiei por muito tempo, te temi por muito tempo. Eu poderia...”.

Depois deste trecho narrativo, o sacerdote de Glome, afirma que a Rainha morreu antes de concluir sua fala. Depois o sacerdote guarda o livro da Rainha no templo e o preserva afirmando que o livro fora escrito pela pessoa “mais sábia, justa, valente, afortunada e misericordiosa de todas as princesas conhecidas em nossa parte do mundo”.

Durante sua jornada terrena, Orual teve a companhia de Raposa, que lhe foi como um mestre, ensinado lhe a filosofia grega, e também a companhia de Bardia (soldado do Reino) que lhe foi o contado com o senso comum. Em suma, a narradora/protagonista estava em constante aprendizagem e construção de identidade mediante as dualidades: Ciência e Religião; Filosofia e Senso Comum, Beleza e Feiura, Amar e Devorar, morrer e casar, a Natura dos Deuses e a Natureza Divina, etc.

No capitulo 07, Orual diz que “deve haver muita coisa que nem o sacerdote nem Raposa entendem”. Assim, deve haver coisas que nem a religião e nem a filosofia compreendem.

Há diversos trechos narrativos muito interessante e riquíssimo, destaco:

No capítulo 13, consta o conceito de que a família real tivesse sangue divino. Orual nessa sociedade que afirma que a casa do Rei tem sangue divino. Contudo, o Raposa, o filosofo diz categoricamente que “Todos os homens têm sangue divino, o deus habita em todos os homens”. 

Para Raposa, não importa o status social: rei, nobres, súditos, plebeus, escravos, todos são imagem do divino. Lembrei-me de Efésio 4:6, ”Um só Deus e Pai de todos, que é sobre todos, por meio de todos e em todos”.

Como bem disse Teilhard de Chardin, “não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual, somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”. A centelha divina está nos homens. 

Orual diz que era filha de Glome (doutrina) e aluna de Raposa (sabedoria da Grécia), e sua vida fora vivida nessas duas metades que nunca se juntaram. Entretanto posso acreditar que no fim de sua vida essas metades se juntaram e formaram um todo para a protagonista. Pois Orual compreendeu que ela também é Psique.

O desenvolvimento de Orual no enredo é fabuloso. Em uma sociedade na qual uma mulher não poderia liderar um exército, Orual se tornou a personagem mais fantástica e forte de todo o reino. Ela liderou o exército. Ela governou com sabedoria e muita destreza. Ganhou a admiração do povo (livre e dos escravos), dos nobres e também a admiração do sacerdote. Enfrentou os deuses. E reinou com justiça para os menos afortunados. Uma mulher que ressignificou o conceito de feminino. Coragem não é um atributo exclusivamente masculino.

Em vários momentos, a Narradora se deparava com a seguinte frase direcionada a si, dizendo “Ah senhora, é mesmo uma pena que a senhora não nasceu homem”. Assim, ela venceu todos os conceitos de sua sociedade e encerrou a sua vida, como nas palavras do sacerdote, a pessoa “mais sábia, justa, valente, afortunada e misericordiosa de todas as princesas conhecidas em nossa parte do mundo”.

Encerrarei o meu texto por aqui, senão irei me prolongar ainda mais. As obras de são cheias de referências. E a cada página folheada e a cada trecho destacado, mais assunto vai surgindo.

Recomendo a Leitura de Até Que Tenhamos Rostos. A editora Ultimato está de parabéns pela tradução da obra. Belíssima capa, com ênfase no castelo (invisível – na versão Lewisiana) de Psique. Só não concordei com a escolha do subtítulo “A releitura de um mito”. Certamente escolha da equipe de marketing. Certamente, eu preferiria a tradução literal de “A Mith Retold” [Um mito recontado]. Mas a escolha da editora não altera a essência do Romance.

E muito obrigado a você leitor (a) que persistiu e chegou até ao fim do meu texto sobre minhas impressões acerca do livro Até Que Tenhamos Rostos, de C.S. Lewis. Sinta-se à vontade em deixar os seus comentários.

Grande abraço.

Fabio Faith

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domingo, 3 de dezembro de 2017

Esperançar | Campanha de Natal ibab 2017

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A Banda Resgate não é gospel

A Banda Resgate NÃO é gospel. E isso, É muito bom!! Curto o som dos caras desde muito tempo. Letras e musicalidade incríveis.

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sábado, 12 de agosto de 2017

O Mundo é um relógio sem despertador

Sinceramente, Eu gosto muito das musicas da Banda Resgate.
As letras são inteligentes e cheia de vida... Os arranjos musicais são belíssimos.

As canções da Banda Resgate fazem parte da minha vida e minha caminhada espiritual.

O vídeo abaixo trata-se do lançamento da canção História (lyric video), primeira faixa do novo álbum No Seu Quintal.

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domingo, 6 de agosto de 2017

Livros C.S. Lewis #Ultimato

Os mais novos integrantes de minha biblioteca.

Eu estava muito ansioso para ler Até que Tenhamos Rostos. Muito bom ter este livro na língua materna. Brilhante trabalho da Editora Ultimato.

Eu havia lido o em inglês. na época, eu havia baixando um exemplar em .PDF, agora tenho essa preciosidade em minha coleção.

Que comece as leituras!

Em breve no Blog teremos mais comentários acerca da leitura desses exemplares:

1) Até Que Tenhamos Rostos - uma releitura do mito (Till We Have Faces: A Myth Retold);
2) Lendo os Salmos (Reflections on the Psalms – CS Lewis);
3) Leituras Diárias Das Crônicas De Narnia - Um ano com Aslam.


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sábado, 29 de julho de 2017

A Igreja de Jesus Cristo e a igreja evangélica brasileira


Estava lendo um dos brilhantes textos do Teólogo brasileiro, Ed René Kivitz, intitulado “A Igreja de Jesus Cristo e a igreja evangélica brasileira”. Então resolvi destacar alguns trechos do referido texto, que se encontra disponível no site da ULTIMATO.

Segue-se os trechos:

“[...]O termo “igreja evangélica brasileira” não existe bíblica e teologicamente. É um conceito sociológico, assim como todas as denominações usadas para identificação dos cristãos ao longo dos tempos: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Presbiteriana, Igreja Batista, Igreja Metodista, Igreja Luterana, igreja isso, igreja aquilo. O que existe em termos bíblicos e teológicos é a comunidade cristã local – na verdade, centenas de milhares de igrejas locais. Comunidades que podem se reunir e se agrupar por afinidades doutrinárias, litúrgicas, modelos de governança, para trocas mutuamente enriquecedoras e especialmente para fins de cooperação na missão. ”

“[...]O que chamamos “igreja evangélica brasileira” há tempos se tornou uma aberração e não significa mais nada, ou melhor, significa tanta coisa que não faz mais diferença o que significa. Ou pior ainda, significa um monte de coisa que em sua grande maioria tem muito a ver com nomenclatura designativa de grupo religioso e quase nada a ver com o que o Novo Testamento chama de igreja-Igreja. ”

“[...] Os discursos e mobilizações em nome de uma unidade da igreja evangélica brasileira atende a fins comerciais e financeiros, projetos particulares de poder histórico e interesses eleitoreiros que se justificam pelos dois anteriores. [...]”

Concordo plenamente com a fala do Autor. Contudo, é interessante ler o texto na integra. Caso você tenha interesse, o mesmo encontra-se AQUI.

Ressalto que retirei alguns trechos e realizei alguns destaques em negritos para compartilhar aqui no Blog Açaí na Panela. Fiquem a vontade de expressar o seu pensamento, nos comentários, acerca do assunto.


Grande abraço a todos (as).

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terça-feira, 18 de abril de 2017

segunda-feira, 6 de março de 2017

domingo, 5 de junho de 2016

Entrevista com a Escritora Ana Rapha Nunes


Açaí na Panela:  Primeiramente, é um enorme prazer realizar esta entrevista contigo. Muito obrigado por aceitar o convite e prestigiar o Blog com os seus trabalhos.

Ana Rapha Nunes:  O prazer é meu, fico muito feliz e grata por esta oportunidade.

Açaí na Panela:  Então vamos começar a entrevista. Quem é Ana Rapha Nunes? O que ela faz? Poderia nos dizer um pouco sobre você, para que nosso leitores possa te conhecer um pouco?

Ana Rapha Nunes: Bem, eu sou uma pessoa apaixonada por livros desde criança. Nasci no Rio de Janeiro, mas vim para Curitiba muito pequena. Cursei Letras e me tornei professora de Língua Portuguesa, há mais de dez anos leciono essa disciplina em colégios e faculdades. Em 2015, lancei o meu primeiro livro, A Lua que eu te dei, a realização de um sonho de toda a vida. Além de livros, adoro viajar, assistir a um bom filme, sair com os amigos, ir ao teatro, e por aí vai.

Açaí na Panela:  Quando surgiu o seu interesse pela leitura e pela escrita?

Ana Rapha Nunes: Desde muito pequena. Meus pais tinham o hábito de ler histórias para mim antes de eu dormir. Assim, quando aprendi a ler, já era apaixonada por livros. A escrita acabou sendo consequência, pois de tanto ouvir e ler histórias, quis escrever as minhas próprias histórias.

Açaí na Panela:  Qual suas expectativas quanto escritora?

Ana Rapha Nunes: Estou apaixonada por esse novo universo. Escrever e ser lida é fantástico. Quero seguir escrevendo muito e que minhas obras cheguem a mais leitores, dos mais diversificados lugares.

Açaí na Panela: “A Lua que eu te dei” é uma expressão linda e repleta de sentidos.  Quando nasceu o desejo de escrever essa linda estória intitulada “A Lua que eu te dei”?

Ana Rapha Nunes: Foi em meados de 2015. Já havia terminado outra história e buscava algo para escrever que mexesse comigo. Foi numa noite de Lua cheia que a inspiração surgiu. E assim nasceu a história de Luan e Bebel...

Açaí na Panela: Seu livro fala de amizade, amor... Poderia nos contar um pouco do seu primeiro livro?

Ana Rapha Nunes: É a história de dois amigos desde os tempos das fraldas, Bebel e Luan. Ambos são inseparáveis, vão descobrindo o mundo juntos. Mas quando Bebel está prestes a completar 10 anos, ela começa a mudar. Não quer andar mais com Luan, prefere os novos amigos que acabara de fazer. E Luan fica triste, chateado, mas determinado a mostrar para ela que ele é o seu melhor amigo. Para isso, ele é capaz de tudo, até mesmo de dar a Lua para ela... É uma história sobre a infância, a valorização das amizades e os valores que vamos construindo nesse período da vida.

Açaí na Panela: Dizem que os escritores (as) deixam muito de si em seus personagens. Será que há um pouco da vida da escrito Ana Rapha Nunes em algum dos personagens do livro a “Lua que eu te dei”?

Ana Rapha Nunes: Certamente sim. Não há nenhum personagem com o qual eu me identifico diretamente, mas vejo que deixo um pouco de mim em todos eles. Alguns pensamentos, alguns hábitos, alguns sentimentos...

Açaí na Panela: Quanto tempo levou a criação da estória e a conclusão do livro?

Ana Rapha Nunes: O tempo de criação foi, em média, 3 meses. Mas a conclusão do livro, incluindo ilustrações, diagramação, revisão, foi mais tempo. Uns 7 meses ao total.

Açaí na Panela: Sei que você é Professora também. Qual sua opinião quanto ao ensino da Escrita Criativa na educação básica?

Ana Rapha Nunes: Vejo que se valoriza pouco a escrita criativa. Em sala de aula, ainda hoje, se prioriza mais a gramática e os conteúdos voltados ao vestibular. A imaginação e a criatividade ficam mais restritas aos primeiros anos da educação, depois se deixa muito de lado esses elementos, o que certamente deveria ser mais valorizado. Em sala, eu sempre busco inovar e valorizar a criatividade dos alunos, utilizando elementos lúdicos para isso.

Açaí na Panela: Acredito que teu livro é um enorme presente para nossa literatura. Como pode os leitores do blog adquirir um exemplar? “A Lua Que Eu Te Dei” está disponível nas livrarias?

Ana Rapha Nunes: Agradeço pelo carinho, meu objetivo é contribuir de alguma maneira para a formação de nossas crianças e jovens, acho que a leitura tem um grande papel nisso. Então, é possível adquirir pelo site da editora (http://www.editoraappris.com.br/produto/a-lua-que-eu-te-dei), ou pelo site as Livrarias Curitiba (http://www.livrariascuritiba.com.br/lua-que-eu-te-dei-a-appris-lv395905/p) ou ainda pelo meu Facebook (Ana Rapha Nunes), envio para o Brasil todo um exemplar autografado. Quem mora em Curitiba (PR), pode ir diretamente às Livrarias Curitiba e adquirir um exemplar em uma das lojas da cidade.

Açaí na Panela: Ana, muito obrigado pela entrevista. Um grande abraço. Desejamos lhe muito sucesso. Gostaria de dizer mais alguma coisa para encerrarmos nossa entrevista?

Ana Rapha Nunes: Gostaria de agradecer a oportunidade mais uma vez e, também, de enfatizar a importância da leitura. Leiam sempre, leiam muito, leiam tudo. Ler é fundamental para o ser humano, faz bem ao cérebro e ao coração. Um grande beijo para todos!


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Jesus: O Novo Mundo e o Novo Homem

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domingo, 29 de maio de 2016

Release Ana Rapha Nunes



Ana Rapha Nunes vem ganhando força no cenário literário local. A escritora voltada ao público infanto-juvenil vem conquistando leitores e divulgando seu trabalho na mídia.

A escritora colocou no mercado o livro infanto-juvenil A Lua Que Eu Te Dei, pela editora Appris. A obra traz a história de uma bela amizade de infância. Luan e Bebel são amigos desde o tempo das fraldas, não se desgrudam. Mas, com o passar do tempo, as coisas começam a mudar. Bebel vai crescendo e deixando de lado o seu melhor amigo, aquele que sempre esteve ao seu lado, nos momentos de alegria e de angústia. Mas Luan não irá se conformar com o fim dessa amizade, e fará de tudo para provar o seu sentimento por Bebel, até mesmo dar a Lua de presente para ela. Assim, a história traz um pouco das recordações da infância e dos valores cultivados nessa época da vida, tão importantes para a nossa formação. Nesse sentido, é uma leitura muito apreciada também por adultos, que gostam de reviver os bons momentos juvenis.

Em maio, a escritora estará lançando a obra infanto-juvenil Mariana, pela editora Inverso, a qual é uma história ambientada na cidade de Mariana, Minas Gerais, que conta a tragédia ocorrida em novembro de 2015, pelos olhos de uma menina de doze anos, também chamada Mariana.

A autora vem ganhando destaque nas redes sociais e nos eventos locais, sempre participando de palestras e bate-papos literários, em escolas e empresas, divulgando a importância da leitura, o que também trabalha incessantemente em sala de aula, visto que é professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II e de cursos de graduação.

Ana Rapha é membro integrante da AEILIJ, vem participando de várias entrevistas nos meios de comunicação, além de o seu livro ser alvo de resenhas feitas por blogueiros de todo o país. A autora esteve recentemente na Feira do livro de Joinville.

Para adquirir o livro, basta apenas acessar o site da editora Appris (http://www.editoraappris.com.br/produto/a-lua-que-eu-te-dei), ou o site das Livrarias Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/p/a-lua-que-eu-te-dei-46089500). Também é possível adquiri-lo nas Livrarias Curitiba ou ainda pelo Facebook da autora (escritora Ana RaphaNunes), se quiser um exemplar autografado, faz envio para todo o país.


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domingo, 3 de abril de 2016

SERÁ QUE HÁ?


Representatividade política, será que há?

Vou generalizar:
No Brasil
Nenhum partido político
Representa o Povo.
Muita ingenuidade
Foi aquela de imaginar
Que uma representatividade
Iria se dá em nossa ‘Pátria (des) Educadora’

No Brasil
Nenhum partido político
Representa o Povo
Ingenuidade minha
Imaginar que representaria os Trabalhadores

Além do mais
O Povo só é considerado
Em períodos eleitorais e
Em alguns momentos de manobra política
Com a utilização da famosa ‘Massa’

Então, Como eu disse acima
Generalizei: na Democracia brasileira
O Povo não são politicamente
Representados!

Pronto, falei (ou melhor, escrevi)


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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

+ Músicas "Securares" edificantes



Disponível no Podcast Irmãos.com. 

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domingo, 1 de novembro de 2015

domingo, 11 de outubro de 2015

O Deus Bailarino

Por Ed Rene Kivitz 



 O que acreditamos a respeito de uma coisa determina a maneira como nos relacionamos com ela. Eu, por exemplo, gosto de brincar com cachorros, mas se percebo que um cachorro é bravo, fico longe dele. Nos cachorros brincalhões dou até tapa. Assim é também com o mundo. Antigamente, acreditava-se que o mundo era uma estrutura hierarquizada, sempre do mais complexo ou poderoso para o mais simples ou fraco, sendo que Deus ocupava o topo da pirâmide. O imaginário das pessoas era construído a partir das relações entre reis e súditos, senhores e escravos, generais e soldados, e assim por diante. Cada um tinha um papel, que quase todo mundo respeitava, pelo menos por medo. Naquela época, a Igreja tinha autoridade, e quem não concordava com o que ela dizia morria na fogueira - mesmo que essa Igreja dissesse que índios e escravos não tinham alma e que o sol girava ao redor da Terra. 


 Quem acredita numa realidade estruturada a partir de autoridade e poder acha que a fé em Deus resolve tudo; afinal de contas, “agindo Deus, quem impedirá?”. Basta orar com fé e esperar a cura, a prosperidade, a volta do marido, enfim, a solução de qualquer problema. Deus manda, o resto obedece. Tudo quanto se tem a fazer é aprender os truques para fazer Deus mandar exatamente o que a gente quer que ele mande. Surgem então as correntes de fé e as ofertas compensadoras da falta de fé, e, principalmente, os gurus que sabem manipular Deus em favor de quem paga bem. Feitiçaria pura. Copérnico, Galileu, Newton, Einstein e sua teorias científicas fizeram com que o mundo passasse a ser visto como uma máquina, ou como um relógio, sendo Deus o relojoeiro. 

Neste mundo-máquina, tudo pode ser decodificado, explicado e controlado. As coisas funcionam em relações de causa e efeito previsíveis, como por exemplo as estações do ano, as fases da lua, os movimentos das marés, a órbita dos planetas e os eclipses solares. No dia-a-dia, estas relações também são previsíveis: a partir de informações sobre massa, força, aceleração e direção, sabemos calcular em quanto tempo o carro vai se chocar contra o poste, ou qual bolinha vai acertar a amarela e qual delas vai cair na caçapa. No mundo-máquina é possível também consertar quase tudo. 

Quando seu microondas pára de funcionar, basta chamar um técnico e ele vai dizer qual peça deverá ser substituída. O problema é que quem acredita que o mundo funciona assim acaba extrapolando isso para todas as suas relações: o casamento quebrou? Seu filho está dando trabalho? A vida não está funcionando? Então, basta chamar o especialista. Quase tudo tem conserto e pode voltar a funcionar como antes. Sendo verdadeiro que as relações de causa e efeito obedecem precisão matemática, basta apertar o botão certo que os fatos se encaixam e as coisas acontecem. Quer evitar problemas na família? Quer garantir uma boa carreira profissional? quem impressionar aquela loira? Então, basta fazer o curso certo, encontrar o método indicado, seguir as regras apropriadas. Logo, “A” sempre conduz a “B”. Caso você faça “A” e o resultado não seja “B”, então você pensa que fez “A”, mas não fez. O mundo-máquina é assim: tudo sempre funciona direitinho – você é que nem sempre funciona.

 Mais recentemente apareceram no cenário algumas teorias elaboradas a partir de outras percepções das ciências, como a física e a biologia. Na mecânica quântica, os movimentos não são tão previsíveis quanto na mecânica newtoniana. Então, o mundo já não é uma hierarquia nem uma máquina, mas um organismo vivo. As palavras mais adequadas para descrever a realidade são “teia”, “rede”, “arena”, e até mesmo “dança”. 

A realidade é complexa e os fenômenos naturais e sociais não são previsíveis nem manipuláveis. As pessoas são singulares. Para cada dez pessoas vivendo a mesma situação, você encontra dez reações diferentes. Os relacionamentos também são singulares. Dez casais que ganham um filho reagem de dez maneiras diferentes. Seres vivos não são padronizáveis. Não obedecem relações exatas de causa e efeito. Seres vivos não são coisas. E a vida não é exata. Navegar é preciso; viver não é preciso, disse Fernando Pessoa. 

 Quem acredita no mundo como um ser vivo onde cada ser e cada relação é singular, não consegue se submeter a esquemas, não tem a pretensão de gerenciar pessoas, não confia em métodos e nem se impressiona com números, estatísticas e probabilidades. Prefere outros caminhos. Escolhe o caminho da intimidade com o próximo; encanta-se com o mistério do sagrado; maravilha-se com a diversidade; presta atenção no jovem em conflito; ouve os dramas do homem que não pára em emprego; fica em silêncio diante da dor; e se ajoelha para orar antes de dar um passo sequer em qualquer direção. Esses não se dão muito bem com o Deus-general, ou o Deus-relojoeiro. Curtem mais o Deus-bailarino.


 

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sábado, 22 de agosto de 2015

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