domingo, 18 de novembro de 2012

Wonders

O mundo nunca morrerá de fome por falta de maravilhas, 
mas morrerá apenas por não saber se maravilhar.
[G.K.Chesterton]



"The world will never starve for want of wonders; but only for want of wonder." 
[GKChesterton: Tremendous Trifles]

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O Que Não Precisa

 
 
Você desprezou o amor e tudo o que ele já te deu
E deu muito mais valor
A todas as outras coisas
Você correu como um tolo atrás do que os olhos veem
E procurou o mundo afora
Coisas que você já tem
E ele te deu as mais loucas pra confundir as mais sábias
E te deixou as mais fracas pra te livrar da tua força
E ele escolheu bem as que não são pra te lembrar que você não é
E que não precisa ser
O que não precisa

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Jesus realmente existiu?

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Outro Deus



Por: Ed René Kivitz

Por que “outro Deus”? Para responder, preciso fazer uma confissão: gosto de Marx (1818 – 1883), Nietzsche (1844-1900), Freud (1856-1939), Sartre (1905 – 1980), e outros caras do tipo.

Gosto porque são passionais, ou melhor, prefiro dizer viscerais, e honestos, pelo menos no que escreveram. Gosto porque suas perguntas deixam os religiosos, como eu, por exemplo, no canto da parede.

Gosto porque suas perguntas não têm nada a ver com Deus. Têm tudo a ver com os religiosos, ou se você preferir, com a idéia religiosa de Deus, o que Saramago chamou de “fator Deus” – a maneira como Deus é percebido, crido, tratado pelos que nele crêem.

A religião, no sentido de “fator Deus”, de fato, é um esconderijo para gente alienada, covarde e infantil. Não são poucos os que se apegam ao “fator Deus” em busca de consolo para sua infelicidade na existência e sobrevivem do sonho do paraíso pós morte, deixando a história entregue aos oportunistas.

Muita gente procura em Deus o pai que nunca teve e ou gostaria de ter tido, isto é, aquele protetor e provedor incondicional, para quem se corre quando a vida faz careta. Outros há que se recolhem em Deus fugindo exatamente da possibilidade de encarar as caretas da vida, numa recusa em assumir a responsabilidade de escrever uma biografia digna, entregando tudo aos desígnios determinados pelo céu, a famosa vontade de Deus.

Por que “outro Deus”? Porque um Deus que gera alienados, infantis e covardes não é Deus, é um deus. Um Deus “costas largas”, como diz minha mãe, responsabilizado por todas as mazelas da vida, e é cobrado por solucionar rápido o desconforto dos seus fiéis, não é Deus, mas um deus, isto é, um ídolo.

Mas há coisa pior do que ser alienado, infantil e covarde. Dizem que pouca gente faz tanto mal quanto os estúpidos engajados, os idiotas trabalhadores. Quando o sujeito é um estúpido ou idiota preguiçoso, passivo, causa pouco estrago. Mas quando o sujeito é dedicado, comprometido, voluntarioso, então o estrago é grande.

Eles descambam para os fundamentalismos, promovem os sectarismos, abusam de sua pseudo autoridade, manipulam gente piedosa, usam a religião em benefício próprio, instrumentalizam o nome de Deus, e transformam o que seria esperança em niilismo e cinismo. Estes tais serviram para Nietzsche justificar sua angústia: “Se mais remidos se parecessem os remidos, mais fácil me seria crer no redentor”.

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terça-feira, 13 de novembro de 2012

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

domingo, 4 de novembro de 2012

Urendi Maleldil

Terminei minha leitura de Uma Força Medonha. As obras de Lewis dispensam comentários. Em particular, gostei mais do primeiro e segundo livro (Alem do Planeta Silencioso e Perelandra, respectivamente) devido o elemento fantástico está presente desde o inicio da narrativa. Nos livros 01 e 02, a estória acontece num outro mundo (Marte e Venus), já no livro 03 (Uma Força Medonha) a narrativa acontece em nosso planeta mesmo e deve ser por isso que a fantasia não surge desde o inicio da leitura.


Porém foi o livro 03 que eu mais fiz anotações. Em relação aos outros (01 e 02), este está muito mais sublinhado e com muitas setas de anotações. Eu estava esperando encontrar neste livro pelo menos algum dialogo dos Eldila, mas o narrador preferiu omiti-las. Em Uma Força Medonha, os capítulos estão com títulos (gosto muito deste recurso), já os dois primeiros livros não apresentam capítulos com títulos.

Fiquei um pouco decepcionado com uns aspectos a tradução, escolheram traduzir algo e optaram e não traduzir outras. Como por exemplo, escolheram traduzir N.I.C.E por Inec (não considero essa uma boa opção, talvez num outro momento fale mais sobre isso). Mantiveram Fisher-King, mas traduziram Pendragon por Líder Supremo. Os leitores brasileiros captariam os segredos e as intenções do autor ao ler a palavra Fisher-King, mas não compreenderiam ao ler Pendragon? Acredito que a melhor escolha seria deixar Pendragon, ao preferirem traduzir por Líder Supremo. Pelo óbvio de que a palavra inglesa corrobora muito melhor com a compreensão da leitura, levando em consideração que a narrativa lewisiana é construída pelos elementos arthuriano.

Em sua critica, George Orwell, diz que a narrativa ficou confusa com o uso da fantasia e a obra é excelente sem elas (fantasias). Imagino que Orwell tenha ficado muito confuso ao ler em especial o capitulo 16 (penúltimo capitulo)... A gente acaba se perdendo na cena que nos é narrada... Uma confusão geral – o que o narrador irá chamar de Maldição de Babel. Excelente sacada de Lewis!

Comei a leitura esperando ansiosamente pelo fantástico, bem a proposta do livro era essa – de ser um conto de fada (fantasia) para adultos e quando chego ao fim, fico com aquela sensação de Quero mais... Não acabe... Prossiga!

Não gostei de como os vilões morrem... Eles deveriam ter sofrido mais (risos). A personagem Fada é um ser muito Medonho. Até o diabo fugiria dela! Fiquei muito angustiado com todo desencontro do casal Mark e Jane. Desejo que no fim, o reencontro tenha sido Fabuloso.  Gostei com destino do Sr. Ransom (o herói nos livros anteriores). Dei ótimas gargalhadas com algumas cenas, em especial com a cena que está registrada nas paginas 402 e 550 (se ficou curioso, sugiro que leia o livro).

Num próximo post, irei relacionar algumas alusões presente no livro e algumas notas de leituras.

Grande abraçoO
E ótima semana a todos (as)

Urendi Maleldil




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