Em certo sentido, a alegoria não pertence
ao homem medieval, mas, sim, ao homem como um todo ou, até mesmo, à mente em
geral. É da natureza própria do pensamento e da linguagem representar o que é
imaterial em termos pictóricos. O bom ou feliz sempre foi elevado como os céus
e luminoso como o sol. O mal e a miséria sempre pertenceram às profundezas
escuras.
(LEWIS, C. S. Alegoria do Amor: Um Estudo da Tradição
Medieval. pag. 55)





